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Goiânia,16/03/2026

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Capoeira que transforma: a história da Monitora Delegada e seu projeto que muda vidas no Jardim do Cerrado


Capoeira que transforma: a história da Monitora Delegada e seu projeto que muda vidas no Jardim do Cerrado

Foto: Cristina Borges


Goiânia (GO) – Em cada toque do berimbau, há mais do que música: há histórias, resistências e sonhos sendo construídos. Para Cristina da Silva Borges, conhecida como Monitora Delegada, a capoeira não é apenas um esporte ou uma dança — é um instrumento de transformação social, cultural e pessoal.
Aos 42 anos, mãe de Natálya (19) e Nicolly (9), filha de Maria e José, Cristina carrega no sangue a força da família e no coração a missão de abrir caminhos para quem, muitas vezes, não vê saída.
Da admiração à paixão
Desde criança, Cristina observava as rodas de capoeira nas praças e feiras de Goiânia. Eram encontros vibrantes, cheios de energia, mas foi apenas em 2005 que ela entrou na roda pela primeira vez. Começou com o mestre Pena Negra, mas foi no Grupo Muzenza, guiada pelo professor Nego, que encontrou sua verdadeira casa.
Ali, aprendeu não apenas a jogar, mas a tocar, cantar, compor e liderar. Enfrentou competições nacionais, conquistou o título de campeã brasileira no Pará e o vice na Bahia. Percorreu cidades como Curitiba, Belém, Fortaleza, Belo Horizonte, Uberaba, Paracatu, Rio de Janeiro e São Paulo, sempre levando consigo a força da arte que une corpo, mente e alma.
A música que ecoa além das rodas
Cristina também encontrou na música uma forma de eternizar sentimentos. Suas composições já foram cantadas por amigos em diversas rodas, e uma delas, Bem Mais Além, foi gravada pelo mestre Sabiá, de Pernambuco, e hoje alcança ouvintes nas plataformas digitais. “A capoeira mudou minha vida, me ensinou a caminhar”, canta ela — e vive cada palavra.
Quando a paixão encontra o propósito
Em 2019, Cristina se mudou para o Residencial Minha Casa Minha Vida, no Jardim do Cerrado. Ao olhar para a comunidade, viu não apenas carências, mas oportunidades. Nascia o projeto Capoeira em Casa, um movimento que leva aulas gratuitas para quatro condomínios, alcançando crianças e adolescentes, inclusive PCDs, autistas e jovens com TDAH.
Não se trata apenas de ensinar golpes e cantigas. Trata-se de criar um ambiente onde cada criança se sente vista, valorizada e parte de algo maior. O projeto oferece rodas, eventos, festas temáticas, aniversários, ações de Páscoa, Natal e Dia das Crianças — tudo viabilizado com recursos próprios e doações da comunidade. Até cortes de cabelo gratuitos fazem parte da programação.
Três anos de impacto real
Capoeira em Casa já completou três anos. Nesse tempo, Cristina coleciona histórias de superação: crianças que ganharam confiança, adolescentes que encontraram disciplina e famílias que redescobriram o valor de estarem juntas.
“Capoeira é muito mais do que movimento físico. É resistência, é cultura, é pertencimento”, afirma. E é justamente essa visão que transforma a roda de capoeira em um círculo de cuidado e esperança.
Um convite à ação
A história da Monitora Delegada mostra que não é preciso esperar por grandes estruturas para fazer a diferença. Um berimbau, um pandeiro e um coração disposto podem mudar destinos.
Quem quiser apoiar o projeto — seja com doações, voluntariado ou parcerias — ajuda a manter viva a tradição da capoeira e a esperança de muitas crianças. Porque, no Jardim do Cerrado, cada toque do berimbau não só conta uma história, mas escreve um futuro melhor.




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